MÉDICO · CRM-RS 59620
Dr. Vitor Spanholo
Medicina baseada em evidência, com número e fonte
Sou o Dr. Vitor Panizzon Spanholo, médico formado no Brasil. Aqui reúno explicações para pacientes sobre metabolismo, peso e prevenção, e a pesquisa clínica que faço em oncologia.
O que você encontra aqui
Perguntas frequentes, respondidas com estudo
Metabolismo, peso e prevenção em linguagem simples. Cada resposta traz o estudo que a sustenta e o que ele não mostra.
FerramentaIMC e cintura-estatura
Uma calculadora com a interpretação da diretriz, para você entender os dois números antes da consulta.
Para profissionaisPesquisa clínica
Publicações, pôsteres e projetos em andamento, com foco em oncologia e metabolismo.
Conteúdo educativo
O que os estudos mostram
Respostas curtas, com os números do estudo original. Não substituem uma consulta: servem para você chegar a ela com as perguntas certas.
Quanto peso se perde com semaglutida ou tirzepatida?
Nos dois ensaios clínicos que levaram à aprovação para obesidade, em adultos sem diabetes que também receberam orientação de dieta e atividade física:
- −14,9% do peso com semaglutida 2,4 mg por semana em 68 semanas, contra −2,4% com placebo (STEP 1).
- −20,9% com tirzepatida 15 mg por semana em 72 semanas, contra −3,1% com placebo. Com 5 mg, −15,0%; com 10 mg, −19,5% (SURMOUNT-1).
Como ler: é a média do grupo. Há quem perca bem mais e quem perca bem menos. Os efeitos adversos mais comuns foram gastrointestinais (náusea e diarreia), em geral leves a moderados e concentrados na fase de aumento de dose.
Fontes: Wilding JPH et al. N Engl J Med 2021;384:989-1002 · Jastreboff AM et al. N Engl J Med 2022;387:205-216
Se eu parar a medicação, o peso volta?
Dois ensaios testaram exatamente isso. Todos usaram o remédio por alguns meses; depois, parte dos participantes passou para placebo sem saber.
- +6,9% STEP 4: depois de 20 semanas de semaglutida (−10,6%), quem trocou para placebo recuperou 6,9% do peso até a semana 68. Quem continuou perdeu mais 7,9%.
- +14,0% SURMOUNT-4: depois de 36 semanas de tirzepatida (−20,9%), quem trocou para placebo recuperou 14,0% até a semana 88. Quem continuou perdeu mais 5,5%.
Como ler: obesidade é uma doença crônica e o efeito do remédio depende do uso contínuo. Parar, pausar ou mudar a dose é uma decisão para tomar com o seu médico.
O que ainda não sabemos: se reduzir a dose aos poucos, em vez de parar, protege contra o reganho. Os dados sobre isso ainda são poucos.
Fontes: Rubino D et al. JAMA 2021;325:1414-1425 · Aronne LJ et al. JAMA 2024;331:38-48
Por que medir a cintura, e não só o IMC?
O IMC não separa gordura de músculo nem mostra onde a gordura está. A gordura abdominal é a que mais se associa a diabetes tipo 2, hipertensão e doença cardiovascular.
A razão cintura-estatura é a circunferência da cintura dividida pela altura, na mesma unidade. A diretriz britânica (NICE) classifica assim:
- 0,40–0,49 sem aumento de risco
- 0,50–0,59 risco aumentado
- ≥ 0,60 risco mais alto
Regra prática: manter a cintura abaixo da metade da altura.
Limites: vale para adultos com IMC abaixo de 35, de ambos os sexos e todas as etnias. É um marcador de risco, não um diagnóstico.
Fonte: NICE. Overweight and obesity management (NG246), recomendação 1.9.14
Ferramenta
Calculadora de IMC e cintura-estatura
Para adultos. Os dados ficam só no seu navegador: nada é enviado ou salvo.
IMC classificado pela OMS; cintura-estatura pelo NICE (NG246). Para pessoas de ascendência sul-asiática, chinesa, do Oriente Médio, negra africana ou afro-caribenha, o NICE usa pontos de corte de IMC mais baixos (23 para sobrepeso e 27,5 para obesidade). Resultado educativo: não substitui avaliação médica.
Pesquisa
Publicações e apresentações
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Artigo de revisão
Pereira RA, Tumelero M, Schwengber WK, Spanholo VP, Lenz G. The impact of corticosteroid use on the efficacy and safety of checkpoint inhibitors across cancer types. touchREVIEWS in Oncology & Haematology. 2025.
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Pôster
Mourad NO, Spanholo V, Pereira R, Fidalgo T, Lemos B, Perseguino M. Eficácia do exercício físico no tratamento de transtornos do humor em jovens adultos: revisão sistemática. XLII Congresso Brasileiro de Psiquiatria, Rio de Janeiro, 2025.
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Pôster
Cuchinski KK, Kalil E, Nora MM, Zimmer JRC, Souza YB, Siminovich PL, Danzmann LC, Trevisan MF, Spanholo VP, Feliciano LM. Prevalência do uso da medicação modificadora de prognóstico e taxa de internação por ICFEr: um registro do mundo real. Congresso da SOCERGS, Porto Alegre, 2023.
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Pesquisa clínica
Equipe do centro ULBRA no estudo multicêntrico Rosa dos Ventos (insuficiência cardíaca): elegibilidade, consentimento, inclusão e coleta de dados.
Em andamento
Revisões sistemáticas e meta-análises em oncologia gastrointestinal e urológica, em colaboração com pesquisadores no Brasil e nos EUA.
Sobre
Dr. Vitor Panizzon Spanholo
Médico, aprovado nas três etapas do USMLE, o exame de licenciamento médico dos Estados Unidos, e certificado pelo ECFMG. Desenvolvo pesquisa clínica em oncologia e metabolismo, com trabalhos publicados e outros em andamento, e trago para o consultório a experiência do Moffitt Cancer Center, na Flórida, e do Jackson Memorial, em Miami.
Contato
Pesquisa, imprensa e convites
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